terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


Internacionalização da AmazôniaCristóvam BuarqueResposta de Cristóvam Buarque - Em um debate numa Universidade americana, Cristóvam Buarque, ex-governador de Brasília, foi perguntado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.Quem perguntou disse que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.



Esta foi a resposta de Cristóvam Buarque:

"Como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se sob uma ética humanista, a amazônia deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Neste momento, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos Estados Unidos. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.Se os Estados Unidos querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos Estados Unidos. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os candidatos a presidência dos Estados Unidos em defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e de ir a escola. Internacionalizemos as crianças tratando todas elas como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro, ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, ou que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"


Sobre o autor: Ex-Ministro da Educação e ex-governador do Distrito Federal (PT). Criou o programa Bolsa-Escola. Escreveu 18 livros sobre temas de economia, educação, sociologia e
história. Ex-reitor da Universidade de Brasília. Nasceu em Recife.

Obs: A resposta acima tem mais de um ano, mas servirá sempre de orgulho para nós brasileiros.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sete Vidas


Will Smith faz um bem feitor de passado misterioso em uma história triste em demasia


DESDE Independence Day, que estrelou em 1996, Will Smith se tornou sinônimo de gordas bilheterias. Com exceção de Lendas da Vida e Ali (que não foi bem mais lhe rendeu uma indicação ao Oscar), todos os seus filmes ultrapassaram a barreira dos 100 milhões de dólares – e Smith faz pelo menos um por ano. Os mais recentes, Eu Sou a Lenda e Hancock, bateram os 200 milhões. Seja comédia, drama ou ação, seu carisma atrai multidões e o astro faz questão de diversificar. Difícil prever o desempenho de Sete Vidas. Seu personagem mais melancólico até hoje, Ben Thomas pode tanto conquistar os fãs do melodrama quanto afugentar o público que, em tempos de crise, busca o cinema como escapismo. Sob a batuta do italiano Gabriele Muccino, que o dirigiu em À Procura da Felicidade, Smith interpreta um funcionário da receita federal deprimido e traumatizado por algo mantido em suspense até o fim da narrativa. Fica claro, contudo, se tratar de uma jornada com pretensões redentoras.
Thomas se torna presença constante na rotina de sete pessoas sem nenhum vínculo aparente, a não ser o fato de terem graves problemas de saúde ou pessoais. Woody Harrelson está ótimo na pele de um cego e Rosario Dawson brilha como a doente cardíaca que vai suscitar emoções para as quais Thomas não estava preparado. O romance entre eles rende momentos ternos, o problema é que Muccino eleva o tom dramático ao limite do insuportável. Da música aos personagens, tudo é triste ao extremo. Smith é convincente. Seus atos despertam compaixão mesmo quando ainda se desconhece sua verdadeira natureza. A charada em torno das motivações do protagonista se revela um tanto óbvia. O astro merece crédito pela ousadia do desencanto mas, desta vez, pode ter criado uma armadilha para si mesmo. (14 anos) Suzana Uchôa Itiberê

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vida de ex-integrante do AC/DC deve chegar ao cinema



Angus e Bon nos primórdios do AC/DC06 de Dezembro de 2008
A trajetória do escocês Bon Scott, que fez fama como vocalista da banda australiana AC/DC e faleceu em 1980 chegará às telas sob a direção de Eddie Martin.A cinebiografia ainda se encontra no processo inicial, segundo o portal IG. Martin declarou à imprensa australiana que atualmente além de escrever o roteiro, colhe depoimentos dos familiares e amigos de Scott. O ator que vai interpretar Scott ainda não foi escolhido, mas especula-se que o australiano Tom Budge é o mais cotado para o papel do guitarrista Angus Young.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Branquinhas sofisticadas


A velha cachaça ganhou versões ousadas para atrair mais consumidores. Com a entrada em cena das versões saborizadas - de tangerina, limão e menta, entre outras - e das orgânicas, o mercado cresce e conquista os paladares mais sofisticados das classes A e B, além das mulheres. Para isso, mudam cor, embalagem, graduação alcoólica e sabor.
Numa época em que o ecologicamente correto ganha força, a orgânica surge com valores agregados como o equilíbrio ambiental e a responsabilidade social. "O consumidor sabe que não poluiu e que a produção não colocou a saúde de agricultores em risco com agrotóxicos", diz o comerciante Marcos Pazos Gonzáles, da loja Venda do Sítio, de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Com fama internacional, a paulista Tiquara ganhará um espaço exclusivo na Feira Nacional de Agricultura Familiar, que será realizada no Rio, este mês. Feita com cana biológica, em Jacuba, no interior de São Paulo, ela tem todo o processo manual. "Só eu e minha mulher produzimos os dez mil litros vendidos anualmente", diz Marcos Macedo, o criador. Tanto cuidado, obviamente, aumenta o preço da tradicional pinga, mas também modifica o ambiente em que ela é servida.
Os restaurantes já se adaptam aos novos tempos. O Aprazível, em Santa Teresa, no Rio, adotou a carta de cachaças, com 180 opções, no mesmo padrão que a dos vinhos. Segundo Pedro Honorato, um dos proprietários, é cada vez mais comum "ver casais em que o homem pede vinho e a mulher uma pinga." Atento à demanda, Honorato criou suas próprias marcas orgânicas: a Santa Cana, de quantidade limitada, e a São Pedro, feita em Angra dos Reis.
Também na onda, a gigante cearense Ypióca lançou, este ano, as cachaças saborizadas limão e frutas vermelhas e agora vai reduzir o teor alcoólico de 39° para 30°. A gerente Aline Telles afirma que, somadas à linha orgânica da empresa, as saborizadas já representam 15% da produção de 80 milhões de litros ao ano.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Entre crianças, cobras e crimes

A escritora canadense Tara Moss, 35 anos, é famosa por suas novelas policiais que são hoje best sellers na Austrália e foram traduzidas para dez idiomas e publicadas em 14 países. Após o lançamento dos primeiros romances, a estonteante beleza de Tara, que trabalhou muitos anos como modelo, ofuscou a sua carreira e até a autoria de seus livros foi questionada. As críticas eram de que ela usava a sensualidade para promover a sua literatura e que não escrevera um só capítulo das obras que lhe eram atribuídas. Uma década e quatro romances de sucesso depois, agora ela acredita que isso é assunto superado: "Ninguém duvida mais de que sou eu mesma que escrevo os meus livros", diz ela, que também é notícia por alguns hábitos excêntricos - cria imensas serpentes, que chegam a medir 2,5 metros, como animais de estimação (a que está na foto é uma píton e chama-se Gomez). E gosta de as enrolar em seu corpo enquanto escreve as suas histórias. Tara é apaixonada pelos répteis desde a infância e mantém em sua mansão em Sydney um criadouro para esses animais.O primeiro romance de Tara, Fetiche (Editora Fundamento, R$ 38,50, 310 págs.), acaba de ser lançado no Brasil. Foi escrito quando ela tinha 23 anos. Na história, um serial killer obcecado por belas mulheres adeptas do salto 15 as persegue e as mata com crueldade nunca vista pela polícia local. A jovem modelo Makedde Vanderwall, uma estudiosa de questões forenses, decide que fará tudo o que for possível para auxiliar na investigação e prisão do assassino de sua melhor amiga, Catherine. A protagonista é inspirada na própria biografia da autora, já que Tara é uma especialista em assuntos criminais, formada pela Academia Australiana de Investigação. Ela também trabalha na vida real como detetive particular, utilizando esse conhecimento para conferir mais credibilidade aos seus enredos. Fez o treinamento completo da Swat, esteve no FBI, na Suprema Corte e aprendeu a atirar e a voar em jatos da Aeronáutica. Atualmente ela apresenta um programa no National Geographic Channel chamado Tara Moss investigates, uma série de documentários sobre crimes. E a diversidade de atividades não termina por aí: a escritora é embaixadora do Unicef, onde trabalha voluntariamente cuidando de crianças cegas.A literatura e as cobras, porém, encabeçam a sua lista de paixões, conforme ela declara em seu site pessoal. Elegeu Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre como os seus grandes inspiradores. Embora o sucesso de suas novelas e a intrincada seqüência de mistérios que cria tenham levado alguns críticos a compararem o seu estilo ao da dama inglesa do policial, Agatha Christie, Tara prefere dizer que suas influências estão mais próximas do moderno universo de horror de Stephen King. Dá como exemplo um trecho do romance Fetiche em que o psicopata diz: "Havia o cheiro da devassidão pecaminosa, odor asqueroso de luxúria (...) ele acabou com aquilo e limpou a sua mãe nas chamas ardentes do inferno, fazendo da casa uma pira de chamas para os pecados dela." Outra referência que se percebe na obra é revelada nos relatos mais picantes e explícitos das cenas sensuais - lembram diretamente as narrativas do escritor americano Harold Robbins. E, seguindo a mesma linha que lhe rendeu fama, dinheiro e uma legião de fãs na Austrália, a escritora já prepara um novo romance para o próximo ano: Siren. A novela preserva a combinação de sexo, beleza, mistério, violência e uma boa dose de talento para a autopromoção, atributos que fizeram de Tara uma grande escritora e vendedora de best sellers. A ambição da novelista é expandir as suas fron - teiras na Austrália para todo o mundo. Certamente esse é o seu maior fetiche. E suas maiores aliadas são a própria beleza, a excentricidade e, claro, as serpentes.
fonte: ISTOÉ

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"Relax"

O psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, inventou um lugar onde certamente a maioria das pessoas gostaria de passar boa parte do tempo. O especialista montou o que ele próprio chamou de “a sala mais relaxante do mundo”. Construído para ser exibido durante uma mostra de trabalhos produzidos pela instituição, o ambiente logo se transformou na principal atração do evento. E, segundo Wiseman, com certeza os visitantes saíram de lá muito mais relaxados do que entraram. Sua convicção se baseia no fato de que o lugar foi concebido de acordo com o conhecimento científico mais moderno sobre o stress, suas repercussões no organismo e as técnicas de controle disponíveis. “Tudo foi pensado para que as pessoas pudessem relaxar verdadeiramente”, disse o psicólogo à ISTOÉ.Foram permitidas visitas de grupos de dez pessoas por vez. Elas podiam ficar dentro da sala por 15 minutos. Neste tempo, eram convidadas a se deitar em um colchão muito macio e colocar a cabeça em um travesseiro repleto de aroma de lavanda. A planta é um recurso da aromaterapia para relaxar. Deitados, os visitantes podiam fixar os olhos em uma espécie de céu artificial azul. De acordo com os princípios da cromoterapia, a cor diminui a entrada de estímulos visuais para o cérebro. Isso propiciaria uma condição mais favorável para o afastamento de pensamentos estressantes. De tempos em tempos, um banho de luz verde envolvia a pessoa – ela eleva a produção da dopamina, substância importante no processamento do prazer e da sensação de bem-estar.A música que enchia o ambiente foi composta para a ocasião por Tim Blinko, colega de Wiseman. A canção tem ritmo suave e contínuo, sem mudanças bruscas. “No nosso processo de evolução, o perigo era quase sempre acompanhado de sons repentinos e inesperados”, explicou o psicólogo. “Por isso, o contrário, uma música que siga um compasso regular, acalma”, disse. Wiseman defende a idéia de que tudo pode ser adotado para criar um ambiente anti-stress em casa ou no trabalho. “Pode-se, por exemplo, ouvir as Quatro Estações, de Antonio Vivaldi, e usar os óleos essenciais de lavanda para perfumar os cômodos”, explicou.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


RIO - O baixista do Led Zeppelin John Paul Jones confirmou que haverá uma turnê mundial do grupo sem Robert Plant num futuro próximo. Numa feira de guitarras em Devon, Inglaterra, Jones confirmou que ele, Jimmy Page e o baterista Jason Bonham experimentaram vários cantores em busca de alguém para ocupar o microfone da banda, mas não disse se a escolha foi consumada
"Assim que tivermos alguma coisa informaremos. Realmente esperamos que algo aconteça em breve porque estamos nos divertindo bastante só ensaiando," disse. Jones afirmou que nada sabe sobre os planos futuros de Plant: "Ele realmente não quer mais tocar música em alto volume. Nós queremos. Eu adoro música acústica, mas isso não me impede de fazer algo mais barulhento."
No mês passado Plant foi enfático em sua negativa de fazer uma turnê mundial com a banda. Ele considerou "frustrantes e ridículos" os boatos de que teria aceitado. Plant está atualmente em turnê com a cantora caipira Alison Krauss, com quem gravou o CD "Raising sand", e declarou que não irá para a estrada por dois anos depois de terminar.