segunda-feira, 27 de outubro de 2008


RIO - O baixista do Led Zeppelin John Paul Jones confirmou que haverá uma turnê mundial do grupo sem Robert Plant num futuro próximo. Numa feira de guitarras em Devon, Inglaterra, Jones confirmou que ele, Jimmy Page e o baterista Jason Bonham experimentaram vários cantores em busca de alguém para ocupar o microfone da banda, mas não disse se a escolha foi consumada
"Assim que tivermos alguma coisa informaremos. Realmente esperamos que algo aconteça em breve porque estamos nos divertindo bastante só ensaiando," disse. Jones afirmou que nada sabe sobre os planos futuros de Plant: "Ele realmente não quer mais tocar música em alto volume. Nós queremos. Eu adoro música acústica, mas isso não me impede de fazer algo mais barulhento."
No mês passado Plant foi enfático em sua negativa de fazer uma turnê mundial com a banda. Ele considerou "frustrantes e ridículos" os boatos de que teria aceitado. Plant está atualmente em turnê com a cantora caipira Alison Krauss, com quem gravou o CD "Raising sand", e declarou que não irá para a estrada por dois anos depois de terminar.

domingo, 26 de outubro de 2008


Cassandra Rios
Ela publicou seu primeiro livro aos 16 anos, com a ajuda de sua própria mãe. Um detalhe: quando morreu, a mãe jamais havia lido um livro da filha, a pedido desta. O motivo: os livros eram muito picantes, a maior parte deles repleto de lesbianismo.Filha de espanhóis, nascida e criada no bairro paulistano de Perdizes, Cassandra Rios se chamava, na verdade, Odete. Assinava seus livros sob pseudônimo por motivos óbvios, que o tempo comprovou: Cassandra teve, ao longo de sua carreira, 36 dos seus livros proibidos pela censura do regime militar. Não bastou ser a maior vendedora de livros do país, com recordes de 300.000 cópias vendidas, número surpreendente para os anos 60: Cassandra foi perseguida pela esquerda e pela direita, tachada de pervertida pelos defensores da moral e acusada de conservadorismo pelos que lutavam contra a ditadura. Primeira escritora a desfrutar de uma popularidade que a fazia convidada de todos programas de tv, comparecia também de smoking em festas, recebida pelos governadores da época. Foi pop e cult ao mesmo tempo. Depois de chamar a atenção de todo o país durante os anos 60 e 70, resolveu retirar-se de cena. Tornou-se messiânica e conseguiu reencontrar Odete, sem matar Cassandra.
“Me batizaram de Demônio das Letras, Papisa do Homossexualismo, uma dama de capa e espada, seduzindo e corrompendo. Vestiram-se e revestiram-se como decorosos santos, e no entanto, tudo ao redor dessa gente fede. Fede! Os metidos a sábios da Literatura! Mais aparecem eles do que suas obras!”

Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones e Kurt Cobain! – apenas cinco dos muitos artistas famosos que morreram aos 27 anos de idade. Em Londres, a mostra fotográfica Forever 27 homenageia esses roqueiros de vidas extravagantes, intensas e breves.
Lembro que lamentei a morte de Kurt Cobain, em 1994 – esperava mesmo ir a um show do Nirvana e comprava todos os álbuns da banda numa época em que eu ainda comprava música. Os outros, já os conheci cada qual com os seus eternos 27 anos. Eu os conheci através da indústria cultural e da mídia, é verdade – mas ainda assim, acreditava neles. Foram-se precocemente, talvez! Mas o que seria deles hoje se continuassem por aí? Possivelmente estariam brigando, como alguns dinossauros do rock, por cada tostão de seus ‘direitos autorais’. Ou transformando a vida em happenings e performances… Como ícones, representam um imaginário e catártico enclave libertário nas mentes consumistas juvenis.
Kurt Cobain devia estar falando sério, então, quando disse que era melhor queimar do que se apagar aos poucos. Morreram jovens, mas são lembrados, ainda que como imagens – afinal, a nossa realidade toda tornou-se se imagem e toda sociedade vive de olhar para imagens de outros que vivem ao seu redor. Morreram, como todos nós morreremos – mas foram o que puderam ser, enquanto a maioria das pessoas adestra-se no hábito de simular que é alguém, para que não se descubra sua condição de ninguém.

sábado, 25 de outubro de 2008



  • A vida secreta de Diablo Cody

O livro preserva o mesmo tom bemhumorado, ácido e ágil dos diálogos que fizeram do filme Juno um grande sucesso de público. Diablo vai contando a sua história sem julgamentos ou a intenção de passar uma mensagem e quase sempre revelando momentos constrangedores e cômicos que ela própria vivenciou. Ela deixa a sua casa aos 23 anos para viver com um rapaz que conhecera pela internet. Após alguns meses, entediada em seu trabalho como digitadora de uma agência de publicidade, inscreveu-se numa seleção de strippers numa tosca casa de shows da cidade. Achou que a experiência poderia ser divertida. Nessa época, Diablo era uma menina roqueira que usava camisas de flanela xadrez, tênis All Star de cano alto e tinha os cabelos pretos cortados em forma de cuia. "Era magricela (nós neuróticas geralmente somos assim), mas tinha a carne fraca e molenga de alguém que gosta de computadores e não de esportes pesados. Eu estava a dois mil anos-luz de uma Pamela Anderson como uma stripper chique convencional." Os dedos de suas mãos exibiam unhas em meia-lua devido ao seu hábito de roê-las. Mesmo assim, ela decidiu arriscar e foi contratada.
Gostou do que experimentou e chegou a trabalhar em média nove horas por dia, intensamente. Ela largou o emprego, e passou para a equipe permanente da boate Skyway Lounge em tempo integral. E o que leva uma menina de classe média, que cursou bons colégios e faculdade, a viajar para Minnesota e tirar a roupa numa boate de strip-tease? Na primeira linha de seu livro ela diz: "Ninguém vem a Minnesota para tirar a roupa. Pessoas assim são classificadas por aqui, na melhor das hipóteses, como 'diferentes'." E Diablo fornece algumas alternativas para explicar a sua decisão: "Eu tinha ido parar nessa história principalmente por prazer, para ser uma espécie de Maria Madalena devassa que fora ultrajada nas igrejas da minha juventude", escreve ela. "Eu nunca roubei um batom e terminei a faculdade em oito semestres certinho. Eu era um saco, queridos."
Após alguns meses de experiência, Diablo elege as melhores músicas para se tirar a roupa, e na sua lista estão Honky tonk woman, dos Rolling Stones, Hash pipe, do Weezer, e Purple rain, do Prince. Ela trabalhou em diversas casas de striptease e logo descobriu o lado perverso da profissão - houve um cliente mexicano que mordeu os seus seios até que sangrassem e um outro, indiano, que a assediou sexualmente de forma agressiva. Ela também presenciou situações dramáticas envolvendo suas colegas de trabalho. Mergulhou no mundo cão. Em algumas passagens, revela situações patéticas, como um teste em que ela fica presa ao poste onde deveria girar pelo salto de seu sapato e cai. "Eu me perguntei se sobreviveria ao teste sem esmagar o meu cóccix e passar o resto da minha carreira de digitadora sentada numa almofada inflável em forma de anel." Ela não só sobreviveu como soube transformar a sua faceta secreta num best-seller que já está entre os dez livros mais vendidos, segundo o jornal The New York Times.

[Natália Rangel]



FILME


Em tom de documentário é narrada a vida de Gia Maria Carangi (Angelina Jolie), uma jovem da Filadélfia que tenta a sorte em Nova York e logo se torna uma das top models mais requisitadas do mundo, sendo inclusive capa da Vogue e da Cosmopolitan. Mas sua fama meteórica vem acompanhada de uma paixão homossexual por Linda (Elizabeth Mitchell), que se tornaria o grande amor da sua vida mas era um relacionamento instável. Esta insegurança no amor, na família e em diversos momentos da sua vida a transformam em uma viciada em heroína, sendo que esta dependência às drogas cada vez mais incontrolável provocaria sua decadência.