quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sete Vidas


Will Smith faz um bem feitor de passado misterioso em uma história triste em demasia


DESDE Independence Day, que estrelou em 1996, Will Smith se tornou sinônimo de gordas bilheterias. Com exceção de Lendas da Vida e Ali (que não foi bem mais lhe rendeu uma indicação ao Oscar), todos os seus filmes ultrapassaram a barreira dos 100 milhões de dólares – e Smith faz pelo menos um por ano. Os mais recentes, Eu Sou a Lenda e Hancock, bateram os 200 milhões. Seja comédia, drama ou ação, seu carisma atrai multidões e o astro faz questão de diversificar. Difícil prever o desempenho de Sete Vidas. Seu personagem mais melancólico até hoje, Ben Thomas pode tanto conquistar os fãs do melodrama quanto afugentar o público que, em tempos de crise, busca o cinema como escapismo. Sob a batuta do italiano Gabriele Muccino, que o dirigiu em À Procura da Felicidade, Smith interpreta um funcionário da receita federal deprimido e traumatizado por algo mantido em suspense até o fim da narrativa. Fica claro, contudo, se tratar de uma jornada com pretensões redentoras.
Thomas se torna presença constante na rotina de sete pessoas sem nenhum vínculo aparente, a não ser o fato de terem graves problemas de saúde ou pessoais. Woody Harrelson está ótimo na pele de um cego e Rosario Dawson brilha como a doente cardíaca que vai suscitar emoções para as quais Thomas não estava preparado. O romance entre eles rende momentos ternos, o problema é que Muccino eleva o tom dramático ao limite do insuportável. Da música aos personagens, tudo é triste ao extremo. Smith é convincente. Seus atos despertam compaixão mesmo quando ainda se desconhece sua verdadeira natureza. A charada em torno das motivações do protagonista se revela um tanto óbvia. O astro merece crédito pela ousadia do desencanto mas, desta vez, pode ter criado uma armadilha para si mesmo. (14 anos) Suzana Uchôa Itiberê

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vida de ex-integrante do AC/DC deve chegar ao cinema



Angus e Bon nos primórdios do AC/DC06 de Dezembro de 2008
A trajetória do escocês Bon Scott, que fez fama como vocalista da banda australiana AC/DC e faleceu em 1980 chegará às telas sob a direção de Eddie Martin.A cinebiografia ainda se encontra no processo inicial, segundo o portal IG. Martin declarou à imprensa australiana que atualmente além de escrever o roteiro, colhe depoimentos dos familiares e amigos de Scott. O ator que vai interpretar Scott ainda não foi escolhido, mas especula-se que o australiano Tom Budge é o mais cotado para o papel do guitarrista Angus Young.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Branquinhas sofisticadas


A velha cachaça ganhou versões ousadas para atrair mais consumidores. Com a entrada em cena das versões saborizadas - de tangerina, limão e menta, entre outras - e das orgânicas, o mercado cresce e conquista os paladares mais sofisticados das classes A e B, além das mulheres. Para isso, mudam cor, embalagem, graduação alcoólica e sabor.
Numa época em que o ecologicamente correto ganha força, a orgânica surge com valores agregados como o equilíbrio ambiental e a responsabilidade social. "O consumidor sabe que não poluiu e que a produção não colocou a saúde de agricultores em risco com agrotóxicos", diz o comerciante Marcos Pazos Gonzáles, da loja Venda do Sítio, de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Com fama internacional, a paulista Tiquara ganhará um espaço exclusivo na Feira Nacional de Agricultura Familiar, que será realizada no Rio, este mês. Feita com cana biológica, em Jacuba, no interior de São Paulo, ela tem todo o processo manual. "Só eu e minha mulher produzimos os dez mil litros vendidos anualmente", diz Marcos Macedo, o criador. Tanto cuidado, obviamente, aumenta o preço da tradicional pinga, mas também modifica o ambiente em que ela é servida.
Os restaurantes já se adaptam aos novos tempos. O Aprazível, em Santa Teresa, no Rio, adotou a carta de cachaças, com 180 opções, no mesmo padrão que a dos vinhos. Segundo Pedro Honorato, um dos proprietários, é cada vez mais comum "ver casais em que o homem pede vinho e a mulher uma pinga." Atento à demanda, Honorato criou suas próprias marcas orgânicas: a Santa Cana, de quantidade limitada, e a São Pedro, feita em Angra dos Reis.
Também na onda, a gigante cearense Ypióca lançou, este ano, as cachaças saborizadas limão e frutas vermelhas e agora vai reduzir o teor alcoólico de 39° para 30°. A gerente Aline Telles afirma que, somadas à linha orgânica da empresa, as saborizadas já representam 15% da produção de 80 milhões de litros ao ano.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Entre crianças, cobras e crimes

A escritora canadense Tara Moss, 35 anos, é famosa por suas novelas policiais que são hoje best sellers na Austrália e foram traduzidas para dez idiomas e publicadas em 14 países. Após o lançamento dos primeiros romances, a estonteante beleza de Tara, que trabalhou muitos anos como modelo, ofuscou a sua carreira e até a autoria de seus livros foi questionada. As críticas eram de que ela usava a sensualidade para promover a sua literatura e que não escrevera um só capítulo das obras que lhe eram atribuídas. Uma década e quatro romances de sucesso depois, agora ela acredita que isso é assunto superado: "Ninguém duvida mais de que sou eu mesma que escrevo os meus livros", diz ela, que também é notícia por alguns hábitos excêntricos - cria imensas serpentes, que chegam a medir 2,5 metros, como animais de estimação (a que está na foto é uma píton e chama-se Gomez). E gosta de as enrolar em seu corpo enquanto escreve as suas histórias. Tara é apaixonada pelos répteis desde a infância e mantém em sua mansão em Sydney um criadouro para esses animais.O primeiro romance de Tara, Fetiche (Editora Fundamento, R$ 38,50, 310 págs.), acaba de ser lançado no Brasil. Foi escrito quando ela tinha 23 anos. Na história, um serial killer obcecado por belas mulheres adeptas do salto 15 as persegue e as mata com crueldade nunca vista pela polícia local. A jovem modelo Makedde Vanderwall, uma estudiosa de questões forenses, decide que fará tudo o que for possível para auxiliar na investigação e prisão do assassino de sua melhor amiga, Catherine. A protagonista é inspirada na própria biografia da autora, já que Tara é uma especialista em assuntos criminais, formada pela Academia Australiana de Investigação. Ela também trabalha na vida real como detetive particular, utilizando esse conhecimento para conferir mais credibilidade aos seus enredos. Fez o treinamento completo da Swat, esteve no FBI, na Suprema Corte e aprendeu a atirar e a voar em jatos da Aeronáutica. Atualmente ela apresenta um programa no National Geographic Channel chamado Tara Moss investigates, uma série de documentários sobre crimes. E a diversidade de atividades não termina por aí: a escritora é embaixadora do Unicef, onde trabalha voluntariamente cuidando de crianças cegas.A literatura e as cobras, porém, encabeçam a sua lista de paixões, conforme ela declara em seu site pessoal. Elegeu Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre como os seus grandes inspiradores. Embora o sucesso de suas novelas e a intrincada seqüência de mistérios que cria tenham levado alguns críticos a compararem o seu estilo ao da dama inglesa do policial, Agatha Christie, Tara prefere dizer que suas influências estão mais próximas do moderno universo de horror de Stephen King. Dá como exemplo um trecho do romance Fetiche em que o psicopata diz: "Havia o cheiro da devassidão pecaminosa, odor asqueroso de luxúria (...) ele acabou com aquilo e limpou a sua mãe nas chamas ardentes do inferno, fazendo da casa uma pira de chamas para os pecados dela." Outra referência que se percebe na obra é revelada nos relatos mais picantes e explícitos das cenas sensuais - lembram diretamente as narrativas do escritor americano Harold Robbins. E, seguindo a mesma linha que lhe rendeu fama, dinheiro e uma legião de fãs na Austrália, a escritora já prepara um novo romance para o próximo ano: Siren. A novela preserva a combinação de sexo, beleza, mistério, violência e uma boa dose de talento para a autopromoção, atributos que fizeram de Tara uma grande escritora e vendedora de best sellers. A ambição da novelista é expandir as suas fron - teiras na Austrália para todo o mundo. Certamente esse é o seu maior fetiche. E suas maiores aliadas são a própria beleza, a excentricidade e, claro, as serpentes.
fonte: ISTOÉ

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"Relax"

O psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, inventou um lugar onde certamente a maioria das pessoas gostaria de passar boa parte do tempo. O especialista montou o que ele próprio chamou de “a sala mais relaxante do mundo”. Construído para ser exibido durante uma mostra de trabalhos produzidos pela instituição, o ambiente logo se transformou na principal atração do evento. E, segundo Wiseman, com certeza os visitantes saíram de lá muito mais relaxados do que entraram. Sua convicção se baseia no fato de que o lugar foi concebido de acordo com o conhecimento científico mais moderno sobre o stress, suas repercussões no organismo e as técnicas de controle disponíveis. “Tudo foi pensado para que as pessoas pudessem relaxar verdadeiramente”, disse o psicólogo à ISTOÉ.Foram permitidas visitas de grupos de dez pessoas por vez. Elas podiam ficar dentro da sala por 15 minutos. Neste tempo, eram convidadas a se deitar em um colchão muito macio e colocar a cabeça em um travesseiro repleto de aroma de lavanda. A planta é um recurso da aromaterapia para relaxar. Deitados, os visitantes podiam fixar os olhos em uma espécie de céu artificial azul. De acordo com os princípios da cromoterapia, a cor diminui a entrada de estímulos visuais para o cérebro. Isso propiciaria uma condição mais favorável para o afastamento de pensamentos estressantes. De tempos em tempos, um banho de luz verde envolvia a pessoa – ela eleva a produção da dopamina, substância importante no processamento do prazer e da sensação de bem-estar.A música que enchia o ambiente foi composta para a ocasião por Tim Blinko, colega de Wiseman. A canção tem ritmo suave e contínuo, sem mudanças bruscas. “No nosso processo de evolução, o perigo era quase sempre acompanhado de sons repentinos e inesperados”, explicou o psicólogo. “Por isso, o contrário, uma música que siga um compasso regular, acalma”, disse. Wiseman defende a idéia de que tudo pode ser adotado para criar um ambiente anti-stress em casa ou no trabalho. “Pode-se, por exemplo, ouvir as Quatro Estações, de Antonio Vivaldi, e usar os óleos essenciais de lavanda para perfumar os cômodos”, explicou.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


RIO - O baixista do Led Zeppelin John Paul Jones confirmou que haverá uma turnê mundial do grupo sem Robert Plant num futuro próximo. Numa feira de guitarras em Devon, Inglaterra, Jones confirmou que ele, Jimmy Page e o baterista Jason Bonham experimentaram vários cantores em busca de alguém para ocupar o microfone da banda, mas não disse se a escolha foi consumada
"Assim que tivermos alguma coisa informaremos. Realmente esperamos que algo aconteça em breve porque estamos nos divertindo bastante só ensaiando," disse. Jones afirmou que nada sabe sobre os planos futuros de Plant: "Ele realmente não quer mais tocar música em alto volume. Nós queremos. Eu adoro música acústica, mas isso não me impede de fazer algo mais barulhento."
No mês passado Plant foi enfático em sua negativa de fazer uma turnê mundial com a banda. Ele considerou "frustrantes e ridículos" os boatos de que teria aceitado. Plant está atualmente em turnê com a cantora caipira Alison Krauss, com quem gravou o CD "Raising sand", e declarou que não irá para a estrada por dois anos depois de terminar.

domingo, 26 de outubro de 2008


Cassandra Rios
Ela publicou seu primeiro livro aos 16 anos, com a ajuda de sua própria mãe. Um detalhe: quando morreu, a mãe jamais havia lido um livro da filha, a pedido desta. O motivo: os livros eram muito picantes, a maior parte deles repleto de lesbianismo.Filha de espanhóis, nascida e criada no bairro paulistano de Perdizes, Cassandra Rios se chamava, na verdade, Odete. Assinava seus livros sob pseudônimo por motivos óbvios, que o tempo comprovou: Cassandra teve, ao longo de sua carreira, 36 dos seus livros proibidos pela censura do regime militar. Não bastou ser a maior vendedora de livros do país, com recordes de 300.000 cópias vendidas, número surpreendente para os anos 60: Cassandra foi perseguida pela esquerda e pela direita, tachada de pervertida pelos defensores da moral e acusada de conservadorismo pelos que lutavam contra a ditadura. Primeira escritora a desfrutar de uma popularidade que a fazia convidada de todos programas de tv, comparecia também de smoking em festas, recebida pelos governadores da época. Foi pop e cult ao mesmo tempo. Depois de chamar a atenção de todo o país durante os anos 60 e 70, resolveu retirar-se de cena. Tornou-se messiânica e conseguiu reencontrar Odete, sem matar Cassandra.
“Me batizaram de Demônio das Letras, Papisa do Homossexualismo, uma dama de capa e espada, seduzindo e corrompendo. Vestiram-se e revestiram-se como decorosos santos, e no entanto, tudo ao redor dessa gente fede. Fede! Os metidos a sábios da Literatura! Mais aparecem eles do que suas obras!”

Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones e Kurt Cobain! – apenas cinco dos muitos artistas famosos que morreram aos 27 anos de idade. Em Londres, a mostra fotográfica Forever 27 homenageia esses roqueiros de vidas extravagantes, intensas e breves.
Lembro que lamentei a morte de Kurt Cobain, em 1994 – esperava mesmo ir a um show do Nirvana e comprava todos os álbuns da banda numa época em que eu ainda comprava música. Os outros, já os conheci cada qual com os seus eternos 27 anos. Eu os conheci através da indústria cultural e da mídia, é verdade – mas ainda assim, acreditava neles. Foram-se precocemente, talvez! Mas o que seria deles hoje se continuassem por aí? Possivelmente estariam brigando, como alguns dinossauros do rock, por cada tostão de seus ‘direitos autorais’. Ou transformando a vida em happenings e performances… Como ícones, representam um imaginário e catártico enclave libertário nas mentes consumistas juvenis.
Kurt Cobain devia estar falando sério, então, quando disse que era melhor queimar do que se apagar aos poucos. Morreram jovens, mas são lembrados, ainda que como imagens – afinal, a nossa realidade toda tornou-se se imagem e toda sociedade vive de olhar para imagens de outros que vivem ao seu redor. Morreram, como todos nós morreremos – mas foram o que puderam ser, enquanto a maioria das pessoas adestra-se no hábito de simular que é alguém, para que não se descubra sua condição de ninguém.

sábado, 25 de outubro de 2008



  • A vida secreta de Diablo Cody

O livro preserva o mesmo tom bemhumorado, ácido e ágil dos diálogos que fizeram do filme Juno um grande sucesso de público. Diablo vai contando a sua história sem julgamentos ou a intenção de passar uma mensagem e quase sempre revelando momentos constrangedores e cômicos que ela própria vivenciou. Ela deixa a sua casa aos 23 anos para viver com um rapaz que conhecera pela internet. Após alguns meses, entediada em seu trabalho como digitadora de uma agência de publicidade, inscreveu-se numa seleção de strippers numa tosca casa de shows da cidade. Achou que a experiência poderia ser divertida. Nessa época, Diablo era uma menina roqueira que usava camisas de flanela xadrez, tênis All Star de cano alto e tinha os cabelos pretos cortados em forma de cuia. "Era magricela (nós neuróticas geralmente somos assim), mas tinha a carne fraca e molenga de alguém que gosta de computadores e não de esportes pesados. Eu estava a dois mil anos-luz de uma Pamela Anderson como uma stripper chique convencional." Os dedos de suas mãos exibiam unhas em meia-lua devido ao seu hábito de roê-las. Mesmo assim, ela decidiu arriscar e foi contratada.
Gostou do que experimentou e chegou a trabalhar em média nove horas por dia, intensamente. Ela largou o emprego, e passou para a equipe permanente da boate Skyway Lounge em tempo integral. E o que leva uma menina de classe média, que cursou bons colégios e faculdade, a viajar para Minnesota e tirar a roupa numa boate de strip-tease? Na primeira linha de seu livro ela diz: "Ninguém vem a Minnesota para tirar a roupa. Pessoas assim são classificadas por aqui, na melhor das hipóteses, como 'diferentes'." E Diablo fornece algumas alternativas para explicar a sua decisão: "Eu tinha ido parar nessa história principalmente por prazer, para ser uma espécie de Maria Madalena devassa que fora ultrajada nas igrejas da minha juventude", escreve ela. "Eu nunca roubei um batom e terminei a faculdade em oito semestres certinho. Eu era um saco, queridos."
Após alguns meses de experiência, Diablo elege as melhores músicas para se tirar a roupa, e na sua lista estão Honky tonk woman, dos Rolling Stones, Hash pipe, do Weezer, e Purple rain, do Prince. Ela trabalhou em diversas casas de striptease e logo descobriu o lado perverso da profissão - houve um cliente mexicano que mordeu os seus seios até que sangrassem e um outro, indiano, que a assediou sexualmente de forma agressiva. Ela também presenciou situações dramáticas envolvendo suas colegas de trabalho. Mergulhou no mundo cão. Em algumas passagens, revela situações patéticas, como um teste em que ela fica presa ao poste onde deveria girar pelo salto de seu sapato e cai. "Eu me perguntei se sobreviveria ao teste sem esmagar o meu cóccix e passar o resto da minha carreira de digitadora sentada numa almofada inflável em forma de anel." Ela não só sobreviveu como soube transformar a sua faceta secreta num best-seller que já está entre os dez livros mais vendidos, segundo o jornal The New York Times.

[Natália Rangel]



FILME


Em tom de documentário é narrada a vida de Gia Maria Carangi (Angelina Jolie), uma jovem da Filadélfia que tenta a sorte em Nova York e logo se torna uma das top models mais requisitadas do mundo, sendo inclusive capa da Vogue e da Cosmopolitan. Mas sua fama meteórica vem acompanhada de uma paixão homossexual por Linda (Elizabeth Mitchell), que se tornaria o grande amor da sua vida mas era um relacionamento instável. Esta insegurança no amor, na família e em diversos momentos da sua vida a transformam em uma viciada em heroína, sendo que esta dependência às drogas cada vez mais incontrolável provocaria sua decadência.